| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Furnariidae |
| Gray, 1840 | |
| Subfamília: | Synallaxiinae |
| De Selys-Longchamps, 1839 | |
| Espécie: | C. vulpina |
o arredio-do-rio é uma ave passeriforme da família Furnariidae. É comum nos emaranhados de arbustos e cipós em margens de rios e lagos, em bordas de florestas de galeria e ilhas fluviais. O próprio nome comum revela seu local de prefência e seu comportamento. Também conhecido como joão-do-rio.
Um pouco menor do que o curutié(Certhiaxis cinnamomeus), a princípio pode ser confundido com ele. No entanto, a plumagem do dorso é completamente marrom avermelhada, formando um forte contraste com o ventre claro. A listra superciliar é maior e mais nítida, bem como o bico é claro com uma linha escura superior (é todo negro no curutié).
Vive em casais ou pequenos grupos, possivelmente associações dos filhotes da última reprodução, buscando invertebrados entre as folhas.
O casal constrói um ninho em forma de bola, colocado em uma forquilha entre 1,5 e 3 metros de altura. Usa folhas velhas e gravetos, com uma entrada lateral pequena e disfarçada. Como tem muito material pendente, fica parecendo um ajuntamento de detritos deixado pela água da última inundação. Nas áreas próximas aos rios maiores, lembra também uma esponja de água doce presa nos cipós e árvores.
As atividades constantes das aves dificultam a identificação e, muitas vezes, são primeiro escutadas, antes de serem localizadas. O canto, um dueto entre macho e fêmea, começa com uma risada baixa, acelerada e mais alta no final. É emitido o ano inteiro, sendo de julho a dezembro (período reprodutivo) com enorme freqüência. Enquanto caçam insetos, vão cantando continuamente, às vezes dependurados em cipós, de cabeça para baixo.
Habita, exclusivamente, a mata ciliar de rios, corixos e baías, desde abaixo da copa até os arbustos próximos ao chão. Nas matas inundáveis dos corixos e baías, pode aparecer nas laterais da mata e usar arbustos sobre a água, quando a confusão com o curutié é mais provável.
Presente na Amazônia (principalmente ao sul do Rio Amazonas), Piauí, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Encontrado também na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.